16/10/2026

Um novo rumo para o Brasil

Edson José Ramon

 

É fato inquestionável que vivemos uma distensão, um esgarçamento da realidade política no Brasil. É notório que existem duas correntes, que se enfrentam nas conversas de bar, nos clubes, nas empresas, no cotidiano de todos nós.

De um lado, os que apoiam o governo atual, com claras posições de centro esquerda e de outro, o grupo de direita que defende o estado mínimo, a livre iniciativa e a meritocracia, premiando os mais produtivos.

Não há como ficar alheio a estas duas correntes, embora exista um exército de pessoas que se dizem de “centro”, refutando as duas alas principais.

O fato é que o país não suporta mais essa beligerância, que já se instalou também no judiciário, especialmente no Supremo Tribunal Federal, onde os ministros também estão divididos em dois blocos. Vemos agora, durante o processo eleitoral, que algo semelhante ocorre no Tribunal Superior Eleitoral, onde decisões liminares monocráticas são exaradas e logo reformadas pela ala oposta, que novamente é reformada pela decisão original, sem que o Plenário seja convocado para resolver a pendência.

Assim, cremos que realmente é hora de mudar. O governo Lula dá sinais de exaustão depois de três mandatos, reivindicando ainda uma quarta eleição, o que daria a ele 16 anos de permanência no poder, sem contar dois períodos comandados pelo PT com Dilma Roussef, que governou o Brasil por seis anos.

Estão colocadas novas propostas, novo jeito de governar, a promessa de privilegiar o trabalho sem onerar o empresário, a redução significativa de impostos, a redução de despesas eliminando ministérios, enfim, um governo que todos sonhamos, com controle do déficit público, do sistema bancário e previdenciário, reforma do ensino superior, melhora do ensino fundamental, melhorando os índices de aprendizado, reduzindo a evasão escolar e restabelecendo o nível de aprendizado das crianças no país.

Embora o Brasil seja complexo, o novo governo promete atacar questões mal resolvidas como o comércio exterior e as relações bilaterais com os Estados Unidos, a Europa e a China.

Há também a promessa de redução da criminalidade, punindo com maior rigor os infratores, com a construção de novos presídios. E devolver ao cidadão comum, a segurança pessoal e familiar.

Ao mesmo tempo, há a promessa de redução expressiva dos juros, o que ensejará a ampliação dos programas habitacionais, além de favorecer as empresas que necessitam de capital para ampliar seus negócios.

Enfim, tudo indica que teremos políticas públicas que são esperadas há muito tempo, capazes de fazer o país dar um salto de desenvolvimento e crescer a níveis de primeiro mundo.

Diante disso, o Instituto Democracia e Liberdade (IDL), que defende a livre iniciativa, o direito à propriedade privada e a legitimidade do lucro, preocupado com os rumos que o Brasil vem trilhando nos últimos anos, defende mudanças na política, apostando em um governo mais liberal e comprometido com o desenvolvimento gerado pela melhora no ambiente de negócios e na boa relação entre empregados e empregadores.

O que importa mesmo é o Brasil, esta nação magnífica, que teima em patinar na busca do desenvolvimento econômico, mas que poderá viver dias melhores sob nova direção.

Edson José Ramon é presidente do Instituto Democracia e Liberdade – IDL

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